Vida Express



Falou e disse!

"A segunda coisa que a gente perde é a memória. A primeira eu esqueci."
- Hernani Cunha

Viagem sem noção

Esse pedaço aqui é pra postar o que (não) bombou na viagem. Não bombou porque bomba aqui resulta em guerra.


Betel de Brooklyn
Break no metro
Pokemon Center
Fast-foods (todos)
Haagen-Dasz barato
Loja de Friends

Vou esquecer

Aqui é para eu lembrar de coisas que na verdade são pra esquecer.


Sujeira do metro
Cochilo na Broadway
Lingua inglesa
KFC

O que eu tô ouvindo

Thank you
Sorry
You're welcome
Meeeeen

Abro os olhos e vejo

Elevador
Metro
Taxis padronizados
Fast-food

Tô tentando ler...

Bíblia
Mapa do metro
Guia de Nova Iorque
Metro
am
NY Post
Daily News
Folders

Caiu na minha rede

Gmail Blogger Este blog

Blogs sem noção

Dig - Sem noção No. 2



Lembrando o que eu já esqueci


2004 - Agosto - Julho - Abril - Fevereiro - Janeiro -

2003 - Dezembro -




Vida Express

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Dia ??: Quarta, 14 de janeiro de 2004

Hoje eu fui trabalhar na obra pela manhã. Então o Valdi me designou pra ajudar o Olímpio e o Ezequiel. Começou bem: eu tive que quebrar a parede! É demais fazer isso! A melhor coisa da obra. Depois arrancamos as madeiras da frente do Salão no telhado, porque havia uma que tava com a cor diferente. Então eu fui embora.

Os garotos continuaram na calçada. Dessa vez começaram a concretar uma parte dela. Edison e Marcão ficaram de terminar os beirais das janelas. O pessoal do piso, que veio do Grande Rio, tava terminando o auditório enquanto a galera do forro fechava os banheiros.

Falta muito pouco. Cada vez o trabalho dos ajudantes é mais leve e dá pra bater papo.

Fiquei chateado por não ter conseguido ir à reunião. Fiquei preso no Centro. Acabou que nem preparei A Sentinela, que eu tinha combinado com o Marcão. Fica pra quinta.

Completamente sem noção, se expressou JEx, às 5:11 AM
Expressão pública:


terça-feira, janeiro 13, 2004

Dia ??: Segunda, 12 de janeiro de 2004

Cheguei à tardinha e fui procurar algo pra fazer. Ofereci meus serviços ao forro. Disseram que tinha muita coisa pra fazer, mas não me designaram nada. Então fui ajudar o Marcão a fazer as bordas das janelas. Depois de passar um dia alisando as bordas, o Edison veio dizer que o Valdi falou que não precisava alisar nada. Tarde demais.

O Odair ficou rebocando os buracos dos muros. Ficou bem melhor, tava todo irregular. Gerson, Alex e Rafa com a ajuda do Adilson, passaram o dia tentando fazer as curvas da calçada. O pessoal do forro terminou o auditório às 21:00 e o piso do banheiro feminino foi terminado.

Saí às 17:00 e fui preparar o livro. Acabei assistindo o grupo na casa do Fahr. Ao terminar, tava caindo o maior toró! Torcemos pra não acontecer isso no dia seguinte.

Pessoa do dia: irmão Rodrigues. O seu sorriso paciente amaina os ânimos e alegra o ambiente.

Completamente sem noção, se expressou JEx, às 8:08 PM
Expressão pública:

Dia ??: Terça, 13 de janeiro de 2004

Já não consigo me tirar mais fotos sempre e a cada dia perco mais coisas na obra. É deprimente ter que ir pro estágio sabendo que tem tanta gente trabalhando voluntariamente pra construir o Salão que eu vou desfrutar.

Hoje continuaram acertando o concreto o Rafa, Gerson, Alex e mais gente. Edison, Marcão e Marcelo ficaram fazendo as bordas das janelas. A equipe do forro fechou a Sala B enquanto o pessoal do piso terminou os banheiros e metade do auditório.

Cheguei por volta das 15:00 e nem deu pra tomar café: tive que arrancar os tapumes pra colocar o portão. Uma pena, isso deveria ser a última coisa a ser feita, para que os vizinhos pudessem espantar-se com o resultado final. Depois fiquei desempregado e acabei indo limpar as ferramentas. O trabalho tá cada vez mais fácil. Sorte dos irmãos, porque sem muita coisa pra fazer, as chances de eu destruir mais o Salão são menores.

Jantei. Depois levei os blogunceiros Junípero, Pânico e Zebula no canteiro. Saí correndo logo depois. Parti pra casa do Andrezinho pra preparar as reuniões com o Marcão. Depois fomos pro futebol junto com o Olímpio. Modéstia à parte, eu arrebentei.

Com o meu time. Fiz gol contra, dei gol pro Ian e pro Anderson, só besteira. Hoje não deu pra correr muito. Meu time tava nervoso e eu e o Marcão ficamos reclamando muito um com o outro. Como a cada dia eu só jogo em um quesito, hoje foi o dia dos passes. Dois embaixo das canetas e algumas assistências a gol. Fiz dois gols, mas o mais bonito foi anulado: matei na coxa e chutei de prima depois de um lateral cobrado pelo Marcão.

Pessoa do dia: Valdi, brabo com o pessoal largando o portão pra tomar café (inclusive eu!)

Completamente sem noção, se expressou JEx, às 8:04 PM
Expressão pública:


quinta-feira, janeiro 08, 2004

Dia ??: Quarta, 7 de janeiro de 2004

Novamente fui pro estágio e nem cheguei na adoração matinal.

Quando voltei, a frente do Salão já estava sendo embolsada. E tinha quatro irmãos fazendo isso, na seqüência da esquerda pra direita: Alex, Jadílson, Marcelo e Marcão. O Marcão, sempre perfeccionista (o que é ótimo!) dava toda hora uma olhada com nível e passava uma reguada pra ajeitar a parede.

Procurei meu mestre de obras, o Edison, pra ver o que eu tinha que fazer. Ele me pediu pra quebrar uma parte em cima da porta pra entrar o batente. Só que o idiota que vos escreve quebrou onde já tinha batente! "Pelo amor do Criador!" Ainda bem que a massa era recente e, após desculpar-me com o Edjão eu mesmo consertei! Mas o Odair depois veio ajeitar, claro!

Nos banheiros, o mesmo pessoal continuava trabalhando, com a ajuda da Ana Lúcia, que é uma das melhores embolsadoras que eu já vi. Na elétrica, idem.

Ao mesmo tempo, no lado direito do Salão, Gérson e o pessoal da hidráulica tavam cavando alguma coisa, que deu errado. O buraco era mais pra frente. No mesmo lugar o Rafa jogava brita pra preparar o solo para a concretagem, programada para esta quinta-feira.

Pra me ajudar, um amigão chegou: o Diogo! Poxa, fiquei muito feliz de revê-lo, achei que ele não voltaria nunca mais, demos um abração bem apertado e ainda ganhei um chaveiro de Cancun! Demais! Ele passou o dia fazendo o trabalho que o Rico tinha feito no dia anterior: betoneira e carrinhos de massa pra lá e pra cá.

Finalmente o caminhão de entulho veio e recolheu tudo. Ainda bem, a frente do Salão tava ficando entupida.

Aconteceu um coisa estranha que eu só entendi depois que o Marcão veio me explicar. Antes das 17h tava todo mundo saindo do canteiro com falta de ar! A todo instante um fugia. Depois que o Marcão veio me dizer:

- Eu olhei e tava todo mundo correndo do canteiro. Aí que eu vi que você e o Horácio tavam trabalhando no canteiro. Então percebi que vocês estavam roubando todo o oxigênio e não tava sobrando nada pra ninguém, por isso que tava todo mundo correndo com falta de ar.

Depois de dar uma mão pro Edison, fui limpar as ferramentas, pra variar. Dessa vez o Diogo me ajudou bastante e acabei saindo cedo: 18h. Tive que correr porque eu ia fazer o discurso 2 na reunião.

Pessoa do dia: Horácio, que foi pego roubando ar dos irmãos com seu nariz do tamanho do meu.

Completamente sem noção, se expressou JEx, às 4:31 AM
Expressão pública:

Dia ??: Terça, 6 de janeiro de 2004

Logo depois que acordei recebi uma ótima notícia: o Rico tava vindo ajudar na obra. Pena que eu iria trabalhar de manhã... Esperei-o na av. das Américas e só deu tempo de tirar as fotos do canteiro e cair fora.

Eu sei que durante o dia o Edison ficou chumbando os BATENTES (agora sim acho que acertei o nome!) das portas. O Rico ficou ajudando na betoneira e carregando carrinhos de massa. Se não me engano, o Olímpio tava colocando os pára-raios com a ajuda do Adílson e do Ezequiel.

O trabalho nos banheiros continuou, assim como na elétrica, com a Márcia, a Renatinha e o Eduardo pelos andaimes botando fogo nos eletrodutos.

Quando voltei do estágio, saí pedindo trabalho e acabei ajudando o Edison a chumbar os batentes. Ele também deixou eu chumbar um, o do banheiro feminino, e até que não ficou tão ruim, não.

Depois do expediente, o Marcão foi lá em casa preparar a reunião. Depois de uma enrolação minha porque eu não encontrava a matéria, começamos a preparar e conseguimos terminar a Escola e a Reunião de Serviço.

Daí fomos pro futebol, mas tinha penetras lá. Então revezavam os irmaõs e os penetras. Entrei, joguei 5 minutos só. O Evaldo tomou um gol ridículo do Marcelo Silva e depois eu fui pro gol salvar o time. O Marcão empatou mas deu mole perdendo uns dois gols. Depois num ataque rápido que eu implorei gritando que marcassem o Marlos, o time deu mole de novo. O Evaldo sumiu, o Valdi não voltou, o Marcão chegou atrasado, o Edison voltou tarde e eu saí mal do gol. Sabe pra quem o Marcelo Silva tocou? Pro Marlos, desmarcado, que matou a partida.

Depois de um tombaço de bicicleta, sem seqüelas, fui pra casa buscar água e, quando voltei, tava todo mundo ralando. Ainda ficamos enrolando pra ver se os caras deixavam a quadra só pra gente mas não deu. Fui pra casa.

15 minutos depois o Marcão me ligou dizendo que logo depois que todo mundo foi embora as duas quadras foram liberadas. Que raiva!

Pessoa do dia: Robertinho, trabalhando mesmo com dores depois da pancada que tomara na quinta.

Completamente sem noção, se expressou JEx, às 4:19 AM
Expressão pública:

Dia ?: Segunda, 5 de janeiro de 2004

Nesse dia eu voltei ao estágio, então minha programação só permitiu trabalhar metade do dia. Acordei cedo e fui pra adoração matinal. As metas do dia envolviaam as batedeiras das portas. Não são batedeiras, mas eu esqueci o nome certo.

Então eu fui designado pra ajudar o Edison. É muito bom trabalhar com ele porque está sempre disposto a me ensinar. A Débora do Leandro também tava fazendo o mesmo que eu. Pegamos as madeiras e a missão era pregar martelos nelas para grudar na massa quando fosse chumbá-las. Fiz isso a manhã toda.

Enquanto isso, a Rita e a Jullyana estavam no banheiro masculino tentando decifrar o desenho dos azulejos. O Robertinho já colocava os azulejos no banheiro feminino, mas acabou tendo que tirar porque a faixa bonitinha ficou muito alta.

Marcão e Jadílson ficaram no telhado colocando tijolos embaixo das telhas. Tremendo retrabalho, porque os tijolos poderiam ter sido colocados antes. Então eles tinham que retirar uma fileira inteira de telhas para poder fazer seu trabalho.

Saí logo depois do almoço, fui pro estágio e acabei tendo que assistir o estudo de livro no André Fahr.

Pessoa do dia: Rita, que misteriosamente consegui ver desenhos nos azulejos.

Completamente sem noção, se expressou JEx, às 4:14 AM
Expressão pública: