Falou e disse!
"A segunda coisa que a gente perde é a memória. A primeira eu esqueci."
- Hernani Cunha
Viagem sem noção
Esse pedaço aqui é pra postar o que (não) bombou na viagem. Não bombou porque bomba aqui resulta em guerra.
Betel de Brooklyn
Break no metro
Pokemon Center
Fast-foods (todos)
Haagen-Dasz barato
Loja de Friends
Vou esquecer
Aqui é para eu lembrar de coisas que na verdade são pra esquecer.
Sujeira do metro
Cochilo na Broadway
Lingua inglesa
KFC
O que eu tô ouvindo
Thank you
Sorry
You're welcome
Meeeeen
Abro os olhos e vejo
Elevador
Metro
Taxis padronizados
Fast-food
Tô tentando ler...
Bíblia
Mapa do metro
Guia de Nova Iorque
Metro
am
NY Post
Daily News
Folders
Vida Express
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Segundo pior que a mortePoderia dizer que pior que a morte é você saber que, aos poucos, vai se esquecer daquela pessoa que se foi. Como dói em mim pensar nisso! Por outro lado, isso me ajuda a me manter firme.
Mas esse post é pra falar da segunda coisa pior que a morte. Sabe o que é? Mudança. Gente, como isso é terrível! Chorei ontem na reunião, hoje indo pro campo e tô chorando ao escrever esse post.
E poxa, eu odeio o Recreio e amo o lugar onde vou morar em Friburgo. Não ficarei só lá, tenho 2 amigões: um de infância e outro da idade do meu pai. Mas a congregação Recreio tem irmãos que foram muito importantes na minha vida e dá uma tristeza saber que não estarei com eles toda semana.
Mas o pior é lembrar dos outros. Foram 20 anos no Rio, onde fiz amigos no Catete, em Laranjeiras, Lagoa, Vila Isabel, Recreio e Cidade de Deus. Só pensar que estarei a dezenas de quilômetros de cada um, e que até um simples telefonema custará mais caro, parte meu coração.
Mudanças são terríveis, mas prum testemunha de Jeová, a coisa é pior. Qualquer simples mudança é como trocar de colégio: você deixa de ver as pessoas que vê sempre! Tem a vantagem de conhcer novas pessoas, mas é atemorizante imaginar que muitas daquelas que conviveram comigo me esquecerão nos próximos meses e se esquecerão de mim.
Não quer nem escrever além disso pra não sofrer nessas últimas horas.
Um abraço a todos que me aturaram em algum desses 20 anos que eu fui um carioca. Muito obrigado por me presentearem com sua amizade e companheirismo. Estejam convidados a me visitar e me escrevam de vez em quando, pelo menos uma carta social.